Gutenberg Ventures

Metaverso e NFTs abrem novas perspectivas na área de saúde

Muito tem se falado sobre as diversas oportunidades criadas pelo metaverso e o uso de NFTs (tokens não fungíveis), nos mais variados segmentos. Na área de saúde e telemedicina, por exemplo, as aplicações são consideradas promissoras

Com o uso da realidade médica estendida, estudantes conseguem simular procedimentos e visualizar detalhes do corpo humano, médicos podem fazer cirurgias à distância e até alguns tratamentos, como fisioterapia para pacientes com Parkinson, se tornam viáveis de forma remota. 

As opções são inúmeras – sobrepor em holografia dados personalizados do paciente, consultar imagens 3D em videotecas, avaliar exames de imagem com alta resolução ou tornar procedimentos invasivos muito mais programáveis. Com isso, a perspectiva é de avanço nas soluções de medicina preventiva e preditiva.

NFTs garantem autenticidade e privacidade dos dados

Além das aplicações médicas, os NFTs também se destacam nessa nova perspectiva de metaverso na saúde. Isso porque eles têm potencial para se tornarem uma opção segura de armazenamento de exames e dados dos pacientes, garantindo a confidencialidade das informações, tal como uma identidade médica digital.

Aliás, os tokens poderão ser utilizados em outras situações, como no rastreamento de equipamentos hospitalares e insumos, permitindo que as instituições médicas façam melhor controle de toda a cadeia de suprimentos.

Inovações permitem diversos avanços na área médica

“Usar a realidade aumentada na sala de cirurgia é como ter um navegador GPS na frente dos olhos, pois não precisamos olhar para uma tela separada para ver a tomografia computadorizada do paciente”, exemplificou Timothy Witham, diretor do Laboratório de Fusão Espinhal e professor de neurocirurgia na Johns Hopkins University School of Medicine, um dos pioneiros a usar a realidade aumentada em um procedimento cirúrgico (em junho de 2020).

Alguns hospitais brasileiros também já utilizam determinadas aplicações, seja para tranquilizar pacientes (especialmente crianças), no caso do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), seja para o planejamento cirúrgico, como no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista, onde alguns procedimentos são feitos sob o comando de voz. 

Realidade aumentada ou metaverso?

Apesar das inegáveis inovações, até que ponto a realidade aumentada pode ser considerada metaverso? Na visão de alguns especialistas, o setor ainda precisa evoluir para poder denominá-las dessa forma. 

Para Timothy Witham, o metaverso poderá incluir opções como a simulação remota de procedimentos, propondo eventuais problemas, com cronometragem e acompanhando de sinais vitais personalizados (Virtual Surgical Planning). Mais do que isso: robôs e avatares poderão participar tanto da simulação quanto da cirurgia real, controlando dezenas de parâmetros que só máquinas inteligentes conseguem fazer.

“Metaverso é uma rede de ambientes virtuais ativos em que as pessoas podem interagir umas com as outras, ou com objetos digitais, enquanto operam representações virtuais de si mesmas (avatares)”, completou Guilherme Hummel, coordenador da Hospitalar Hub, em artigo. Segundo ele, o metaverso deve ganhar força no segmento, pois várias empresas de tecnologia estão lançando equipamentos e infraestrutura para profissionais da área médica.

Caso tenha algum comentário ou contribuição para o PanoramaCrypto, entre em contato com a nossa Redação.

Fonte da notícia : https://panoramacrypto.com.br/metaverso-e-nfts-na-area-de-saude/

Data da publicação : 2022-01-04 09:11:53

#Metaverso #NFTs #abrem #novas #perspectivas #área #saúde

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.